terça-feira

Os 7 pecados capitais dos trangênicos‏


Ambientalistas, empresas, produtores e pesquisadores se posicionaram contra o plantio deste arroz de laboratório. Vamos continuar dizendo não aos transgênicos!


Ninguém quer o arroz da Bayer!

Na semana passada, aconteceu em Brasília a audiência pública para debater a liberação ou não do arroz transgênico. Nela, ficou claro que ninguém quer o arroz da Bayer.

Ambientalistas, empresas, produtores e pesquisadores se posicionaram contra o plantio deste arroz de laboratório. Vamos continuar dizendo não aos transgênicos!


Os 7 pecados capitais dos trangênicos

Conheça os principais problemas dessa tecnologia que coloca em xeque a biodiversidade do planeta, provoca inúmeros problemas na agricultura mundial e afronta diretamente o Princípio da Precaução, da ONU.

1. Contaminação genética

Agricultores que queiram se dedicar ao cultivo convencional ou orgânico já sabem: se tiver alguma plantação transgênica nas redondezas, a contaminação é garantida e a missão, impossível. Tem sido assim nos Estados Unidos, onde tudo começou, na Europa, Argentina e sul do Brasil. Com a contaminação, agricultores têm prejuízos ao perderem o direito de vender suas safras como convencionais e/ou orgânicas.

Confira aqui entrevistas com agricultores espanhóis sobre alguns casos ocorridos em seu país.

O Greenpeace tem publicado anualmente um Registro sobre Contaminação Transgênica sobre os muitos casos verificados em todo o mundo - confira aqui a última edição.

2. Ameaça à biodiversidade

A contaminação genética pode ter também um efeito devastador na biodiversidade do planeta. Ao liberar organismos geneticamente modificados na natureza, colocamos em risco variedades nativas de sementes que vêm sendo cultivadas há milênios pela humanidade. Além disso, os transgênicos podem afetar diretamente seres vivos que habitam o entorno das plantações, conforme indicam estudos científicos - como no caso das borboletas monarcas, que são insetos não-alvo da planta transgênica inseticida, mas são também atingidas.
Ver aqui e aqui (arquivos em pdf para baixar).


3. Dependência dos agricultores

A empresa de biotecnologia Monsanto é hoje a maior produtora de sementes do mundo, convencionais e transgênicas. Além disso, é também uma das maiores fabricantes de herbicidas do planeta, com destaque para o Roundup, muito usado em plantações de soja geneticamente modificada no sul do Brasil. Com essa venda casada - semente transgênica mais o herbicida ao qual a planta é resistente -, os agricultores ficam presos num ciclo vicioso, totalmente dependentes de poucas empresas e das políticas de preços adotadas por elas. Ver aqui.

Outro grande problema verificado nos países que têm adotados os transgênicos - principalmente os Estados Unidos e Argentina -, é a draconiana propriedade intelectual exercida pelas empresas sobre as sementes transgênicas. O agricultor é proibido de guardar sementes de um ano para o outro, podendo sofrer pesados processos caso faça isso, e ainda corre o risco de ser processado de qualquer maneira caso a sua plantação sofra contaminação genética de uma outra transgênica - e ele não tiver como provar isso.

4. Baixa produtividade

Os argumentos de quem defende os transgênicos como solução para a crise alimentar que vivemos vêm caindo por terra dia após dia. Os transgênicos já se mostraram pouco competitivos economicamente e recentes estudos promovidos por universidades americanas comprovaram que variedades transgênicas são até 15% menos produtivas do que as convencionais. Confrontadas com os resultados das pesquisas, empresas de biotecnologia admitiram que seus transgênicos não foram criados para serem mais produtivos, mas sim para serem resistentes aos agrotóxicos fabricados por essas mesmas empresas.

Num primeiro momento, os transgênicos podem até ser mais produtivos do que os cultivos convencionais ou orgânicos/ecológicos, mas no médio e longo prazos, o que se tem verificado é uma redução na produção e um aumento significativo nos preços dos insumos como o glifosato, principal herbicida usado em plantações transgênicas.

5. Desrespeito ao consumidor (rotulagem)

O Brasil tem uma lei de rotulagem em vigor desde 2004, que obriga os fabricantes de alimentos a rotular as embalagens de todo produto que usam 1% ou mais de matéria-prima transgênica. No entanto, apenas duas empresas de óleo de soja rotulam algumas de suas marcas do produto - e mesmo assim só depois de terem sido acionadas judicionalmente pelo Ministério Público. Há milhares de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros que chegam à mesa das pessoas sem a devida informação sobre o uso de substâncias geneticamente modificadas, numa afronta direta à lei e num claro desrespeito ao consumidor.

O Greenpeace publica, desde 2002, o Guia do Consumidor com uma lista verde de produtos que não usam transgênicos em sua fabricação e outra lista, vermelha, com produtos que podem conter organismos geneticamente modificados em sua composição.

6. Uso excessivo de herbicida

O caso da Argentina é emblemático: depois que os transgênicos começaram a serem plantados em suas terras, o consumo de herbicida explodiu no país, que passou a ser um dos que mais usam produtos químicos em plantações no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. A explicação é simples: como os transgênicos são resistentes a um tipo específico de herbicida, o agricultor usa cada vez mais dele para proteger sua plantação de pragas. Com o tempo, no entanto, esse uso excessivo provoca problemas no solo, nos trabalhadores e promove o surgimento de pragas resistentes ao herbicida, exigindo mais e mais aplicações.

7. Ameaça à saúde humana


Não existem estudos científicos que comprovem a segurança dos transgênicos para a saúde humana. Apesar de exigidos por governos de todo o mundo, as empresas de biotecnologia nunca conseguiram apresentar relatórios nesse sentido - e ainda assim, seus produtos são aprovados. Por outro lado, alguns estudos independentes indicaram problemas sérios, como alterações de órgãos internos (rins e fígado) de cobaias alimentadas com milho transgênico MON863 da Monsanto.

E ainda há o risco do uso excessivo do glusofinato, componente ativo da variedade transgênica Liberty Link, da Bayer, presente tanto no milho como no arroz geneticamente modificado produzido pela empresa. Problemas como esses levaram alguns países, como a Áustria, a proibírem a importação e comercialização desses produtos.

No Brasil, infelizmente, não existe o mesmo cuidado. A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela aprovação de transgênicos no país, vem dando sinal verde para variedades que enfrentam grande resistência em outros países, como no caso do milho MON810, da Monsanto, proibido na Europa e liberado no Brasil.

"Em tempos de “tecnologias verdes” para salvar o planeta do aquecimento global, não podemos nos enganar. Reduzir emissões de gases de efeito estufa significa zelar por nossas florestas e oceanos, investir em energias renováveis, consumir menos de tudo.
Contudo, existe uma massa de 30% de todas as emissões de gases estufa do Brasil que vem diretamente da “atividade agrícola”.
Desenvolvimento tecnologico existe, mas não há milagre. A “tecnologia verde” para conter a poluição proveniente de lavouras infestadas de fertilizantes químicos e agrotóxicos, de monoculturas e criação de gado a perder de vista, é simples como um campo orgânico, diverso, saudável, livre de tóxicos.
E nem adianta dizer que os transgênicos são a solução para fome no mundo, ja que a própria FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) afirmou que “se toda a produção do mundo fosse orgânica, seria o suficiente para alimentar a todos”.
É por isso que somos contra qualquer tipo de transgênico, inclusive o arroz, que está para ser aprovado para consumo."

"Declaração Universal dos Direitos da Água".

Em 22 de março de 1992, a ONU redigiu a

"Declaração Universal dos Direitos da Água".

01

A água faz parte do patrimônio do planeta.

Cada continente, cada povo, cada nação,

cada região, cada cidade, cada cidadão,

é plenamente responsável aos olhos de todos.

02

A água é a seiva de nosso planeta.

Ela é condição essencial de vida

de todo vegetal, animal ou ser humano.

Sem ela não poderíamos conceber como são

a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.

03

Os recursos naturais de transformação

da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados.

Assim sendo, a água deve ser manipulada

com racionalidade, precaução e parcimônia.

04

O equilíbrio e o futuro de nosso planeta

dependem da preservação da água e de seus ciclos.

Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente

para garantir a continuidade da vida sobre a Terra.

Este equilíbrio depende em particular,

da preservação dos mares e oceanos,

por onde os ciclos começam.

05

A água não é somente herança de nossos predecessores;

ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores.

Sua proteção constitui uma necessidade vital,

assim como a obrigação moral do homem

para com as gerações presentes e futuras.

06

A água não (1) é doação gratuita da natureza;

ela tem um valor econômico (2):

precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa

e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

07

A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada.

De maneira geral,

sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento

para que não se chegue a uma situação de esgotamento

ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

08

A utilização da água implica em respeito à lei.

Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem

ou grupo social que a utiliza.

Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

09

A gestão da água impõe um equilíbrio

entre os imperativos de sua proteção

e as necessidades de ordem econômica (3) sanitária e social.

10

O planejamento da gestão da água

deve levar em conta a solidariedade e o consenso

em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

(Ver as notas de remetente, abaixo.)

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Notas nossas (remetente H.Totino):

(1): "A água não é doação gratuita da natureza;"

Discordamos da expressão "gratuita" com conotação econômica quando, na verdade, a Terra não cobra e nem pratica a gratuidade dentro das visões política e econômica que a civilização impõem sobre ela.

Onde a terra não cobra financeira e econômicamente

não há como falar em gratuidade.

Esse pensamento restrito, menor, advem da influência capitalista que é um "sistema" e não uma ordem natural e da "natureza" em sua forma de ser!

(2): "ela tem um valor econômico."

Tal valor econômico é a humanidade que lhe dá em razão de seus sistemas de exploração mercantilista! Se for praticada a verdadeira solidariedade social a água, em seu estado natural, nunca seria cobrada e a responsabilidade social faria com que cada um a usasse parcimoniosamente e apenas dentro do respeito ao bem de todos e naquilo que servisse a todos, sem abusos e apropriações para enriquecimento ilícito, imoral ou antiético.

(3): "....necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

O subconsciente ou inconsciente coletivo sempre trai aqueles que redigem declarações e códigos já que deixam escapar seus sentimentos mais profundos e arraigados e surge aí, e por isso, a colocação de apenas três ordens, e dentre elas primeiro a "econômica", em segundo a "sanitária" e por último a "social".

Eu divirjo, SMJ, e inverteria, substituindo, pelo menos, para assim:

necessidades "vitais", "sociais" e "planetárias", omitindo a econômica já que seu uso deverá, sempre, estar contido dentro do verdadeiro espírito social e com responsabilidades para com a vida e o planeta. Justo o econômico tem sido a razão maior pela qual agridem a natureza, a exaurem,

a poluem, e a exploram irresponsavelmente.

(Cabe toda uma tese sobre isso mas aqui não é hora nem lugar para tal.)

Manoel Rubens

domingo

Biodiversidade na mata atlântica


Sertão: um estudo sobre a espécie Proceratoprhys bigibbosa, um anfíbio que habita florestas e provavelmente constitui um bioindicador da qualidade do fragmento florestal, está sendo desenvolvido desde 2008 no Parque Municipal de Sertão. Integrando a pesquisa, o acadêmico do curso de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo, Frederico Batistella de Oliveira, está coletando e analisando informações sobre a morfometria, a sazonalidade, a ecologia, a dieta alimentar e os dados citogenéticos da espécie.

De acordo com o acadêmico, estudos sobre a ecologia de anfíbios no Brasil são de grande importância para a conservação das espécies, entretanto, no Rio Grande do Sul, há falta de informações sobre eles. "Os dados que estamos levantando são praticamente inexistentes no meio científico atual. Por meio desse estudo pretende-se criar argumentos e fundamentação teórica para mostrar a toda comunidade científica a importância da conservação da espécie e do hábitat", avalia. O trabalho é realizado sob orientação da professora doutor Noeli Zanella e coorientação da professora doutora Carmem Silvia Busin.


sexta-feira

DIGA NÃO A MP 458

Na quarta-feira, dia 02/06, o senado brasileiro aprovou a MP 458. Esta medida presenteia todos aqueles que fizeram grilagem na Amazônia com a regularização de terras ocupadas ilegalmente.
A decisão de vetar a MP 458 está nas mãos do Presidente Lula. Se ela for aprovada, 67 milhões de hectares de terras públicas da Amazônia serão privatizados. Um patrimônio estimado em 70 bilhões de reais irá parar nas mãos dos grileiros.
Precisamos verberar nossa voz. Só temos até dia 25/06! O Gabinete de Lula está recebendo milhares de ligações pedindo para que a MP 458 não seja aprovada. Faça sua parte, ligue e espalhe os números e o e-mail do presidente Lula para seus amigos. Peça para que eles digam NÃO A MP 458.
Telefone do Gabinete do Lula:
(61) 3411.1200 ou (61) 3411.1201
Ou envie um e-mail através do link:
https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php
Se quiser saber mais sobre o assunto, recomendamos os links:
http://www.greenpeace.org/brasil/amazonia/noticias/ruralistas-privatizam-a-amaz-nhttp://www.avaaz.org/po/nao_privatize_a_amazonia/


sábado


Anos atrás, havia quem censurasse o príncipe prevaricador por sua crueldade na caça à raposa. Hoje, percebemos que o interesse pela "Raposa" também tem outras conotações: desmembrar o Brasil, criando uma nação indígena que seja dócil aos interesses do primeiro mundo. O príncipe Charles defendeu nesta quinta-feira, em discurso no Palácio Itamaraty, que a conservação das florestas tropicais, como a Amazônia, seja financiada com recursos garantidos pelos países desenvolvidos.
No pronunciamento, o príncipe afirmou que o dinheiro seria dado, não emprestado, e seria o pagamento aos países tropicais pelos "serviços ecológicos" prestados pelas florestas ao mundo. Ninguém no Congresso, ao que se saiba de público, pediu explicações. Engoliram sorrindo as mentiras, os atrasos e as grosserias dos seguranças britânicos. Pareciam estar recebendo seu futuro rei. Todos sabemos da crise financeira mundial e que a Inglaterra enfrenta sérias dificuldades.
O generoso príncipe vai tirar empregos de seus compatriotas para proteger as florestas de um país longínquo? Quanto altruísmo. O que ele realmente veio fazer? Timidamente tem aparecido na imprensa uma certa "teoria da conspiração" que , entre outras metas, tentaria dividir alguns países de grande extensão territorial, como o Brasil, a China, a Índia e a Rússia. Essa meta seria orientada pela oligarquia financeira anglo-holandesa-americana, que estaria também procurando evitar o desenvolvimento que lhes pudesse fazer sombra.
É difícil saber até onde isto é verdade, mas para falar só do nosso país, a tentativa de balcanização é a cada dia mais evidente. Homologam-se imensos territórios indígenas interditados aos brasileiros. Aí estão as digitais das ONGs anglo-holandesas, WWF, entre outras; interditam-se para a produção de parques ecológicos do tamanho de países europeus. De novo, ONGs anglo-holandesas como a Greenpeace e americanas como a fundação Ford, sem falar na oposição às hidrelétricas e ao asfaltamento de estradas.
Agora nos visita o príncipe-sem compostura. Exatamente agora nas vésperas do julgamento da Raposa/Serra do Sol. Vem falar sobre a proteção das florestas. Por que agora? As evidências apontam: a manobra final para garantir a retirada dos brasileiros do único lugar habitado por nacionais nas serras da fronteira norte. Vejamos alguns antecedentes: O mercado de minérios é, há séculos, controlado por cartéis de Londres.
Eles sabiam da extrema mineralização das serras do norte do Brasil. Até pouco tempo, manobraram apenas para que não fossem exploradas. Quando começamos a explorar o estanho das jazidas do Pitinga e quebramos o cartel do estanho, se assustaram e jogaram tudo nos movimentos indianistas e ambientalistas. A moderna utilização de metais quase só encontrados aqui os fez compreender que teriam de lidar com governos submissos, e o ideal seriam governos indígenas, não o de uma nação do porte do Brasil, que, quando despertasse, lhes criaria problemas.
Aliaram-se aos Estados Unidos. Financiaram demarcações, propagandas e compraram homologações. Conseguiram a assinatura do Itamaraty na declaração de direitos que na prática concede status de nação independente às áreas indígenas, sempre sobre as principais jazidas algumas como a ianomâmi, já sob inteiro domínio das ONGs.
Entretanto, para que o novo "país indígena" não ficasse cortado ao meio, a Raposa tem de ser cooptada, mesmo com a oposição da maioria dos índios que lá vivem. Então vamos à caça à Raposa. Tem de ser agora! A crise está mordendo os calcanhares do Reino Unido, como dos EUA e da Holanda. Em breve não mais poderiam conseguir; até suas ONGs enfrentam penúria. O Brasil está tomando conhecimento da manobra e iniciando a levantar a cabeça.
Não dá para esperar mais. Já haviam sido retirados alguns opositores: o diretor-geral da Abin e generais do Ministério da Defesa. O general Monteiro, comandante da Brigada em Boa Vista. Agora retiram o general Heleno, o que não ousaram fazer antes. É a hora do julgamento. É tudo agora ou não dará mais. Vale pedidos pessoais dos governos. Vale visita do príncipe. Vale promessas de dinheiro, impossível de cumprir por um pais em crise.
Vale mentir, enganar, jogar charme, aproveitar a vaidade de nossos dirigentes. É a hora da caça à raposa. A situação é séria e merece atenção. O Exército ainda reage? – tratam de o desmoralizar. Lembremos que todas as nações que descuidaram da sua defesa e/ ou desprestigiaram os seus soldados terminaram subjulgadas por aquelas outras que agiram de outra forma.
Brasil, desperta!

quarta-feira

Você é o que você joga no lixo.


Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade do Arizona comparou as auto-avaliações dos participantes sobre seus hábitos cotidianos com o que revelou o lixo produzido por eles. Houve muitas contradições.

As pessoas desperdiçaram muito mais comida do que haviam percebido, e se alimentaram de forma menos saudável do que admitiram -- os participantes superestimaram o consumo de fígado em 200%.
As famílias ricas disseram que comeram muito menos carne vermelha do que fizeram de fato, talvez querendo demonstrar hábitos de alimentação saudáveis. Já as famílias pobres, na verdade, comeram menos carne vermelha do que haviam relatado.

O lixo pode revelar com muita precisão o número de pessoas que vivem em um determinado local, quantos anos elas têm, quanto ganham e de que grupo étnico fazem parte. O Bureau do Censo, dos EUA, já admite usar dados obtidos a partir da análise do lixo para aprimorar suas estatísticas.

A Suprema Corte norte-americana também já reconheceu a importância do que é jogado fora, decidindo que a polícia pode vasculhar o lixo de alguém sem um mandado judicial, desde que a lixeira esteja na rua.