domingo

Consumo ultrapassou capacidade de renovação que a Terra poderia oferecer em 2013


A cota de recursos naturais que a natureza poderia oferecer em 2013 se esgotou na última semana, quando foi assinalado o Dia da Sobrecarga da Terra, marco anual de quando o consumo humano ultrapassa a capacidade de renovação do planeta. O cálculo foi divulgado pela Global Footprint Network (Rede Global da Pegada Ecológica), organização não governamental (ONG) parceira da rede WWF.

O levantamento compara a demanda sobre os recursos naturais empregados na produção de alimentos e o uso de matérias-primas com a capacidade da natureza de regeneração e de reciclagem dos resíduos, a chamada pegada ecológica (medida que contabiliza o impacto ambiental do homem sobre esses recursos). Em menos de oito meses, o consumo global exauriu tudo o que a natureza consegue repor em um ano e, entre setembro e dezembro, o planeta vai operar no vermelho, o que causa danos ao meio ambiente.

De acordo com a Global Footprint Network, à medida que se aumenta o consumo, cresce o débito ecológico, traduzido em redução de florestas, perda da biodiversidade, escassez de alimentos, diminuição da produtividade do solo e o acúmulo de gás carbônico na atmosfera. Essa sobrecarga acelera as mudanças climáticas e tem reflexos na economia.

Segundo os cálculos dessa contabilidade ambiental, a Terra está entrando “no vermelho da conta bancária da natureza” cada vez mais cedo. No ano passado, o Dia da Sobrecarga ocorreu em 22 de agosto. Em 2011, em 27 de setembro.

Para o diretor executivo da Conservação Internacional, André Guimarães, a humanidade vai pagar a conta desse consumo excessivo na forma de perda de qualidade de vida, de mais pobreza e doenças, caso não mude esse quadro. “Esse ritmo de consumo no longo prazo vai culminar na exaustão dos recursos naturais. Estamos colocando nossa qualidade de vida e nosso futuro em risco. Se consumirmos em excesso a natureza, em algum momento vamos ter que pagar essa conta na forma de poluição, doenças, água menos disponível para nosso desenvolvimento e nosso uso, pobreza e falta de alimentos”, disse Guimarães.

Para o ambientalista, o desafio para as nações é achar uma maneira de se desenvolver reduzindo a demanda pelo capital natural. “Assim conseguimos fechar a equação de meio ambiente preservado e economia sustentável”.

Segundo pesquisas da Global Footprint Network, os atuais padrões de consumo médio da humanidade demandam uma área de um planeta e meio para sustentá-los. As projeções indicam que se o estilo de vida continuar no ritmo atual, o homem precisará de duas Terras antes de 2050.

Estudos da ONG internacional mostram que, no início da década de 1960, a humanidade empregou somente cerca de dois terços dos recursos ecológicos disponíveis no planeta. Esse panorama começou a mudar na década seguinte, quando o aumento das emissões de gás carbônico e a demanda humana por recursos naturais passaram a exceder a capacidade de produção renovável do planeta.

Atualmente, mais de 80% da população mundial vivem em países que usam mais recursos do que seus próprios ecossistemas conseguem renovar. Os países devedores ecológicos já esgotaram seus próprios recursos e têm de importá-los. No levantamento da Global Footprint Network, os japoneses consomem 7,1 vezes mais do que têm e seriam necessárias quatro Itálias para abastecer os italianos.

Nesse panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ao lado das nações que ainda são credoras ambientais, com reservas naturais abundantes. Esse quadro, porém, está mudando. O presidente da ONG, Mathis Wackernagel, lembra que o país tem uma grande riqueza natural que está sob pressão devido ao aumento populacional e aos padrões de consumo. “O Brasil precisa reconhecer sua riqueza e como pode usá-la sem gastá-la. O capital natural vai se tornar cada vez mais importante em um mundo com restrições de recursos”, disse Mathis, que enfatiza a importância de se investir em energia solar e eólica.

Segundo o diretor executivo da Conservação Internacional, o Brasil ainda tem abundância de capital natural e espaço para crescer. “Os países desenvolvidos já ultrapassaram o limite de consumo de matérias-primas naturais. Se todos os habitantes da Terra tivessem o mesmo padrão de consumo dos norte-americanos, nós íamos precisar de quase cinco planetas para dar conta das demandas da população. O padrão de consumo dos países desenvolvidos desorganiza essa balança e o Brasil está na posição intermediária caminhando a passos largos para ser um alto consumidor de capital natural”, declarou André Guimarães.

Para ambientalistas, a sociedade precisa repensar seu estilo de vida. Nesse contexto, dizem, a educação e a informação são instrumentos importantes para uma mudança de valores. De acordo com a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, cidadãos e governos têm papel fundamental na redução dos impactos do consumo sobre os recursos naturais. “Políticas públicas voltadas para esse fim, como a oferta de um transporte público de qualidade e menos poluente, construção de ciclovias e o estímulo ao consumo responsável são essenciais para reduzir a pegada ecológica”, disse Maria Cecília.

Ela lembra que as pessoas podem fazer sua parte. Reduzir o desperdício de água e energia, o consumo de carne bovina e de alimentos altamente processados, usar mais transporte coletivo e adquirir produtos certificados são algumas das atitudes recomendadas.

“É importante que as pessoas se lembrem de que qualquer desperdício de energia, por menor que pareça, está sendo feito às custas do planeta ao gastar mais combustível fóssil. Podemos fazer nossas escolhas lembrando que a Terra é finita, como é a nossa conta no banco. A gente só tem esse planeta, por que não cuidar dele?”, ressaltou a secretária-geral do WWF-Brasil.


Fonte Agência Brasil

quarta-feira

Ar rarefeito na China: Por razões diferentes, lá como no Brasil, os habitantes optaram por contestar as autoridades que os intoxicam.


Na China, o nível de contaminação do ar, da terra e das águas atingiu níveis jamais vistos na história e começa a ficar intolerável para os seus quase um bilhão e meio de habitantes – escreveu o jornal “Clarín”, de Buenos Aires. A causa foi e continua sendo os brutais métodos socialistas.

Estudos independentes afirmam que até 70% das terras chinesas estariam contaminadas, provocando crescentes revoltas populares. Apesar de proibidos, os protestos se multiplicam nas ruas, enquanto se fazem milhares de denúncias pelas redes sociais.

Em Dalian, cidade situada no leste do país, um protesto multitudinário bloqueou a ampliação de uma petroquímica, e o sucesso da manifestação se difundiu em outras regiões. Pequim tenta ludibriar os descontentes com o anúncio de estudos para detectar o nível de contaminação do solo, que na China é “segredo de Estado”.

Para o Ministério de Meio Ambiente, as terras estão contaminadas com metais pesados e pesticidas proibidos desde os anos 80. Como os males andam atrelados, Zhuang Guotai, responsável pela pasta do Trabalho, disse que essa contaminação decorre da Reforma Agrária.

No Brasil, fizemos e continuamos a fazer críticas pertinentes à Reforma Agrária socialista e confiscatória, tão a gosto de nossos bispos progressistas e de todas as esquerdas. Pois ela conduzirá aos mesmos resultados desastrosos da China, cujos métodos dirigistas de produção obrigaram seus dirigentes a apelar para o Brasil e a Argentina em busca de alimentação saudável.

Desconhecem-se até o momento na China os resultados a que chegou o primeiro estudo nacional de contaminação do solo, iniciado em 2006. Os acadêmicos que dele participaram disseram que o governo apagou os dados colhidos desde o início, mas que a contaminação continua intoxicando toda a cadeia alimentar pelo uso indiscriminado de chumbo, arsênico ou cádmio.

E saber que apesar de tudo isso o Brasil acaba de trazer da China feijão duro, caro – e, ao que tudo indica, contaminado – para concorrer com o custo-Brasil imposto aos nossos heroicos ruralistas! Feijão importado de um país cuja população escravizada se intoxica ao respirar, comer, beber, ou até ao tomar banho.

Por esta e por outras razões o Príncipe Dom Bertrand escreveu o livro – Psicose Ambientalista – Os bastidores do ecoterrorismo para implantar uma “religião” ecológica, igualitária e anticristã.

Tratamento de resíduos: a eficiência na aplicação de geossintéticos


A era da informação chegou e junto com ela veio o consumismo desenfreado. O acumulo de lixo se tornou uma realidade em diversos países e surgiu aí a necessidade de investir em programas e tecnologias para o tratamento desses resíduos. Os materiais geossintéticos, produtos sintéticos usados para resolver problemas de geotecnia e impermeabilização de solo, vêm sendo utilizados de forma crescente em obras de proteção ambiental, especialmente nos países desenvolvidos.

Dentro deste contexto, desde 1971, quando foi produzido o primeiro geossintético no Brasil, a demanda por soluções inovadoras e racionais na área da geotecnia vem aumentando rapidamente. Quando comparados às soluções convencionais, os geossintéticos apresentam inúmeras vantagens, tais como a excelente estanqueidade, boa compatibilidade química, leveza, facilidade de aplicação e baixo custo.

As principais funções exercidas pelos geossintéticos são: impermeabilização, que funciona como barreira de fluxos; drenagem, coletando e conduzindo fluídos; filtração, retendo solo ou outras partículas, permitindo a passagem livre de fluídos em movimento; proteção, limitando ou prevenindo danos a elementos de obras geotécnicas; separação, impedindo a mistura ou interação de materiais adjacentes; reforço, utilizando as suas propriedades para a melhoria do comportamento mecânico de uma estrutura geotécnica; e controle de erosão superficial, prevenindo a erosão de partículas de solo devido ao escoamento superficial de um fluído.

Em um mercado em ascensão, como o mercado brasileiro de geossintéticos, cuidados devem ser tomados para assegurar o bom desempenho destes produtos em obras. Deve-se ter atenção especial com o controle de qualidade de fabricação dos produtos, controle de qualidade da instalação em obras e com a correta especificação técnica dos geossintéticos.

Portanto, com uma boa técnica de engenharia, que consiste em uma especificação técnica correta e bons controles de qualidade em fábrica e em campo, garante-se que a aplicação de geossintéticos em obras ambientais proporcione um alto nível de qualidade aliada à redução de tempo e custo para sua execução. Uma aposta que vale a pena.

domingo

O efeito estufa e a agricultura


Tudo está relacionado. Veja. O aumento do dióxido de carbono na atmosfera pode afetar um dos principais produtos brasileiros vendidos ao exterior: a carne bovina. Resultados iniciais de estudo que integra o Climapest, projeto da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura, apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.

A pesquisa foi apresentada no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, em Dublin, na Irlanda, no fim do mês de junho.

Baseados na quantidade imaginável e presumível de dióxido de carbono no meio ambiente em 30 anos, os pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, em tal situação, a Gramínea brachiaria, utilizada largamente na alimentação do gado no país, cresce com mais força. E com um porém: fica com quantidade menor de nutrientes.

“Com mais fibras indigeríveis, em vez de se ter mais produção de carne - porque o boi vai ter mais pasto para comer, nós poderemos ter um problema porque a queda na qualidade dessa comida levará o pecuarista a ter de investir mais”, afirmou o coordenador da pesquisa Adibe Luiz Abdalla, professor do Cena, à reportagem da Agência Brasil.

Um campo experimental da Embrapa, em Jaguariúna, na região de Campinas, a cerca de 125 quilômetros da capital paulista, serviu de quartel-general para os testes e análises. Nesse local um ambiente que se imagina como realidade em 2040 foi cuidadosamente criado. Nele foram instalados 12 círculos de dez metros quadrados nos quais o dióxido de carbono foi colocado. Resultado: houve a ampliação da quantidade encontrada atualmente na atmosfera de algo em torno de 370 a 390 para cerca de 590 a 600 partes por milhão (ppm).

O gás carbônico tem o papel de auxiliar no desenvolvimento das plantas por meio da fotossíntese. O professor Adibe estima que com mais fotossíntese haverá um aumento da biomassa. “Esse aumento da produção de biomassa no caso de forragens é interessante porque vai produzir mais e mais capim, só que esse capim pelas informações que a gente está obtendo até agora é de pior qualidade, tem mais fibra, mais componentes indigeríveis”, disse.

Isso poderia comprometer, igualmente, conforme o pesquisador, outras culturas como as de algodão, arroz, feijão, milho e trigo. Ainda, contudo, não se pode saber ao certo o real impacto do efeito estufa sobre essas culturas.

sábado

Agricultura familiar: solução para o desenvolvimento



Nos últimos anos, a agricultura familiar tem ganhado mais força e destaque no cenário econômico brasileiro. Hoje, a atividade é responsável por 84% dos estabelecimentos rurais do País. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006, o levantamento mais recente feito no País, entre os anos de 1996 e 2006 existiam cerca de 13,7 milhões de pessoas ocupadas na agricultura familiar. Número agora que deve estar bem acima. Além disso, para estimular o seu crescimento, o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) está oferecendo ao agricultor uma linha de crédito de até R$ 200 mil para a mecanização de suas propriedades.

 

Entre as atividades que se destacam no segmento, está o cultivo de alimentos, pois 70% do que é consumido no País é fornecido pelos pequenos e médios produtores. Os alimentos produzidos são: mandioca, feijão, milho, café, arroz, trigo, entre outros.

 

Outra iniciativa que ganha força em diversas partes do País é o plantio de novas florestas. São produtores rurais que adotaram a prática plantando árvores, especialmente eucalipto e pinus, em áreas degradadas, improdutivas ou até mesmo desenvolveram a silvicultura em paralelo a outros cultivos. Normalmente, a produção é destinada para a indústria de celulose, madeira, carvão, entre outros fins comerciais. O custo de plantio dos eucaliptos varia de acordo com o objetivo de utilização da madeira, a tecnologia e cuidados aplicados. Quanto à lucratividade, para se ter uma ideia, uma produção de eucalipto pode ser administrada na mesma área da pecuária, oferecendo até 10 vezes mais renda e sem precisar reduzir o rebanho.

 

Os cultivos de alimentos e florestas plantadas são atividades em constante expansão e isso reflete em um aumento da demanda por equipamentos para o manejo. Para atender esse mercado, hoje, a indústria investe fortemente no desenvolvimento de produtos de fácil manuseio e operação confortável. Com os avanços tecnológicos, é possível encontrar produtos ergonômicos e potentes, que exigem menos esforço físico na operação e ainda garantem um aumento da produtividade. A proposta é transformar a atividade rural, seja o cultivo de alimentos ou a plantação de novas florestas, em uma ação lucrativa e segura.

 

Também não podemos deixar de ressaltar a importância do acompanhamento de profissionais com conhecimentos técnicos para auxiliar os pequenos e médios produtores. Com informações adequadas e bom planejamento de quando e como as árvores podem ser extraídas, por exemplo, é possível evitar possíveis prejuízos ao produtor e danos ao meio ambiente, como o desmatamento das matas ciliares, a perda da biodiversidade e a degradação dos solos. A forma como é feita a extração pode influenciar, e muito, na recuperação do solo após o plantio. Por esse motivo, é importante o uso de máquinas com alta tecnologia que possibilitem a poda e a colheita de árvores de forma adequada.

 

Avaliando o tema de forma ampla, podemos perceber que a agricultura familiar só tende a crescer cada vez mais. Nos próximos anos, a atividade será responsável por novos empregos, aumento da renda familiar, crescimento da indústria e desenvolvimento tecnológico. O meio ambiente também será beneficiado, com a preservação do ecossistema e qualidade de vida para os seres vivos. Seguramente, podemos dizer que esse é um importante vetor de desenvolvimento do País.



domingo

Árvores que brilham no escuro podem substituir postes elétricos no futuro


Na esperança de dar um novo significado ao termo “luz natural”, um pequeno grupo de entusiastas da biotecnologia começou um projeto para desenvolver plantas que brilham no escuro, potencialmente abrindo caminho para árvores que podem substituir postes elétricos e flores em vasos luminosos o suficiente para se conseguir ler um livro.

O projeto, que vai usar uma vertente sofisticada da engenharia genética chamada biologia sintética, está atraindo atenção não só pela sua meta audaciosa, mas pela forma como está sendo realizado.

Ao invés de ser uma iniciativa de uma grande empresa ou de um laboratório acadêmico, o projeto vem sendo realizado por um pequeno grupo de cientistas amadores em um crescente número de laboratórios improvisados surgindo em todo o território americano, na medida em que a biotecnologia se torna barata o suficiente para dar origem a um movimento “faça você mesmo”. O projeto foi idealizado por Anthony Evans, um empresário de tecnologia em São Francisco, e Omri Amirav-Drory, um bioquímico. Eles se conheceram na Universidade Singularity, em um programa cujo objetivo é apresentar tecnologias futuristas a novos empreendedores.

A iniciativa está sendo financiada na internet, por qualquer um interessado em fazer uma doação, e já angariou $250 mil dólares de cerca de 4.500 doadores em aproximadamente duas semanas.

Tabaco incandescente

O esforço não é o primeiro do tipo. Alguns anos atrás, um grupo de uma universidade americana criou uma planta de tabaco incandescente através da implantação de genes de uma bactéria marinha que emite luz. Mas a luz era tão fraca que poderia ser percebida somente se a planta fosse observada por pelo menos cinco minutos em uma sala escura.

Os objetivos do novo projeto, pelo menos inicialmente, são igualmente modestos. “Esperamos ter uma planta que você pode ver claramente no escuro, mas não espere substituir as lâmpadas com a versão 1.0″, diz o site do projeto.

Mas parte da meta é mais controversa: a divulgação das facilidades e das promessas da biologia sintética vem alarmando alguns críticos, que temem que amadores comecem a criar novos seres vivos em suas garagens. Eles argumentam que organismos maliciosos podem ser criados, seja intencionalmente ou por acidente.

Duas organizações ambientais, Amigos da Terra e o Grupo ETC, têm manifestado suas preocupações ao grupo responsável pelo projeto e ao Departamento de Agricultura dos EUA, que regulamenta culturas geneticamente modificadas, em um esforço para afundar a iniciativa.

A biologia sintética é um termo nebuloso e é difícil dizer como ela difere da engenharia genética. Em sua forma mais simples, a engenharia genética envolve extrair um gene de um organismo e colocá-lo no DNA de outro. A biologia sintética tipicamente envolve a síntese do DNA a ser inserido, proporcionando flexibilidade para cientistas irem além dos genes que se encontram na natureza.

 


 

Pesquisadores desenvolvem planta com tolerância à seca

Um estudo desenvolvido pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), pode ser a solução para os estragos causados pela estiagem nas lavouras. Pesquisadores descobriram no café o gene CAHB12, com tolerância à seca.
O gene pode ser introduzido em outras culturas que não a do grão e seu desempenho já se mostrou bem sucedido em uma planta de testes. O próximo passo será aplicá-lo à cana, ao arroz, ao trigo, à soja e ao algodão e observar o comportamento do CAHB12. Se tudo sair como esperado, a tecnologia pode estar no mercado em um período de cinco a seis anos.
O CAHB12 foi descoberto durante um projeto para traçar o genoma do café. Dentre cerca 30 mil genes foram encontrados alguns com tolerância ao estresse hídrico. Um grupo começou a estudá-los e detectou um que, quando submetido à seca, aumentava sua expressão e se adaptava.
 “Nós retiramos do café e introduzimos em outra espécie, a Arabidopsis thaliana, uma planta modelo de testes. A planta que recebeu o gene ficou muito mais resistente à seca. As que não tinham recebido após aproximadamente 15 dias sem água, morriam. As que recebiam sobreviviam até 40 dias. Além disso, suas sementes ficaram resistentes à seca até a terceira geração”, explica o pesquisador da Embrapa Eduardo Romano, doutor em biologia molecular.
Se os resultados observados na planta de testes se repetirem nas culturas comerciais como arroz, trigo e afins, ainda será necessária uma série de estudos de biossegurança ambiental e alimentar antes de disponibilizar o CAHB12 para comercialização. “Há um caminho longo pela frente, mas a perspectiva é interessante”, diz Eduardo Romano.
O pesquisador explica que o gene pode ser benéfico em muitos sentidos. Além de alternativa para combater os efeitos da seca que tendem a ser potencializados em um cenário de mudanças climáticas, a tecnologia pode contribuir para a economia de água. “Um total de 70% da água doce do mundo é utilizada na agricultura. Com o aumento da população, é preciso produzir mais alimentos usando menos água [pois não é um recurso renovável]. Gasta-se água e energia. A tecnologia pode resultar em uma redução direta do consumo de água”, disse. Romano prevê ainda alimentos mais baratos. “Em um país como o Brasil, com vários processos de perda de produtividade por causa da seca, tenderia a evitar a flutuação de preços”.
Para produtores rurais da Região Nordeste, que em 2012 e 2013 estão enfrentando níveis de chuva abaixo do normal e sofrendo perdas na safra e nas criações, uma tecnologia do tipo representaria uma margem de segurança para plantar. De acordo com Noel Loureiro, assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) e membro do Comitê da Seca daquele estado, os produtores do sertão alagoano colheram menos de um décimo da safra de milho e feijão no ano passado e a perspectiva para 2013 é semelhante. O período de chuvas na área costuma ser de março a julho, mas as precipitações foram escassas em 2012 e a previsão é a mesma para este ano.
“A maioria [dos agricultores] não chegou nem a plantar. Foi o aconselhamento do Comitê da Seca. Mas, não dá para evitar o prejuízo com o gado, que tem que ser alimentado. O pessoal está usando bagaço de cana e comprando milho pela metade do preço do governo”, diz. Na avaliação dele, uma tecnologia que tornasse a lavoura mais resistente seria “muito importante”.
“Nós temos uma geografia de catástrofe. Como [o clima] é muito volátil, se tem qualquer oscilação perdemos a safra. Hoje só não se vê mais aquelas cenas de gente se retirando, com fome, porque o governo tem muitos programas sociais”, avalia. 
A descoberta dos pesquisadores da Embrapa e UFRJ já foi registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). O próximo passo será solicitar a patente internacional, por meio do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes (PCT), gerido pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (Ompi), na Suíça.
Por Ag. Brasil.
 

quinta-feira

O preço da desgraça


Os ecologistas já tinham avisado: o desastre está próximo. Este foi o motivo pelo qual os tachamos de “ecochatos”, porque vivem repetindo a mesma coisa que nós, em toda a nossa “sabedoria”, tínhamos certeza de que não iria acontecer. Mas aconteceu: a utilização desordenada das encostas dos morros, das áreas de banhados e o assoreamento dos rios completaram a química necessária para que a natureza, desequilibrada, cobrasse alto pelo seu longo silêncio e fizesse muitas vítimas.

Os deslizamentos causados pela ação da chuva sobre espaços devastados resultam de ocupações desordenadas e áreas mal usadas, que o poder público deveria preservar. Por muitos motivos, especialmente econômicos e políticos, são toleradas e, depois, paga-se com a destruição do próprio e pouco patrimônio que as pessoas têm, quando não com a vida.

Aumentar o cimento e o asfalto sobre áreas urbanas retira a capacidade do solo de servir de “esponja” para as grandes precipitações de chuvas. Não podendo ser absorvidas, acabarão se transformando em pequenos rios caudalosos pelas ruas, causando destruição e todos os transtornos que vimos nas imagens da televisão.

O avanço da agricultura e da urbanização até as áreas próximas aos rios retirou as matas ciliares e a proteção das encostas. Resultado: deslizamento de terra, empurrada pelas chuvas para seus leitos, que se tornam menos profundos, conseqüentemente, alargando seu canal e ocupando áreas de produção ou de moradia, normalmente, de populações pobres.

Não é uma desgraça anunciada? Sempre julgamos que todos os benefícios poderiam ser tomados da natureza sem que esta nos causasse danos maiores. O que assistimos em todo Território Nacional, seguidamente, não é um sinal esporádico, um fenômeno localizado, pois está acontecendo em todo o Planeta.

A natureza, descontrolada por um histórico de abusos, tem mostrado a sua fragilidade e a necessidade de que se repense a relação predadora que construímos.

O uso abusivo de recursos e a poluição desenfreada, com suas conseqüências, alertam: ninguém está livre de sofrer pelas feridas que impusemos ao planeta! O preço da desgraça é a consciência que precisamos ter de que nada é eterno em recursos naturais e eles têm ciclos a serem respeitados.

Abusamos da sorte e estamos pagando. Deve haver uma forma de pedir desculpas à mãe Terra e tratá-la melhor. Só nos resta fazer isto, pois não temos alternativa.


quarta-feira

Sobre a homeopatia



A homeopatia é uma ciência que harmoniza os seres vivos, humanos, animais, plantas, águas e solos. A característica principal da homeopatia é que faz experimentos em humanos. Os produtos naturais que adoecem os seres vivos, se usados em doses diluídas, irão gerar curas desde que sejam semelhantes à pessoa doente. Todos os registros históricos da literatura mundial descritos como adoecedores e geradores de doenças e morte, foram considerados, pela homeopatia, como suporte e prova de experimentos em humanos. A experimentação se faz quando um humano, ou propositalmente ou acidentalmente, ingere um produto tóxico e há o registro realizado por um observador.
Como exemplo, cito o de Sócrates que recebeu um remédio judiciário: ensinava o povo da Grécia a pensar. Foi condenado a tomar o veneno cicuta. Ao ingeri-lo, seu amigo Platão anotou os sintomas que ele sentiu: descontração, calma, vertigens, tonteiras, convulsões, epilepsia e lucidez até os últimos momentos de vida. Quando encontramos uma pessoa com estes sintomas, é indicado cicuta em forma homeopática, diluída e sucussionada. E, ao invés dela adoecer, ficará curada. Este é o princípio básico da ciência da homeopatia.
Datura stramonium é uma planta que, se ingerida em dose natural, gerará alucinações na pessoa, sintomas considerados de loucura: acha que é o próprio demônio, enxerga vultos imaginários que o atacam, monstros. Fala línguas estrangeiras, sem nunca ter estudado. Quando encontramos uma pessoa nesta situação indicamos Datura stramonium em dose homeopática e ela recupera sua lucidez.
Arnica montana ingerida em dose natural causa hemorragias internas. Quando uma pessoa está com hemorragias, por acidente ou durante ou após uma operação, se indicado Arnica montana em dose homeopática os sangramentos irão paralisar e vencer os hematomas. Arnica também é muito importante para resolver os traumas energéticos: sustos, medos, pavor de cenas chocantes.
A lei da dose mínima no modelo homeopático, ao invés de se usar matéria, usa-se o insumo ativo diluído, através de diluições e sucussões sucessivas. Este processo, se realizado até 100 vezes seguido, não resta mais matéria, apenas a energia, a informação dos efeitos curativos. A pessoa que apresenta os sintomas do medicamento ficará normalizada se ingerir a substância descrita em dose homeopática.
Características
A principal característica da homeopatia e das terapias naturais é que elas trabalham para reequilibrar a forma natural de cura dos seres vivos. As doenças pelo método natural são expelidas pelas fezes, urina, boca, nariz, olhos, ouvidos e pela transpiração. A homeopatia apenas oferece suporte energético para que o próprio indivíduo se harmonize.
Vantagens
Com rapidez nos resultados, a pessoa se livra de internações, operações invasivas, exames complicados, medicamentos com efeitos colaterais: a própria pessoa é que descreve não o nome da sua doença, mas o que ela sente, suas sensações, seus pensamentos, suas ideias, seus medos, angústias, tristezas. O homeopata pede-lhe para detalhar os horários das dores, das sensações, dos pontos do corpo humano e, com ajuda de repertórios impressos ou computadorizados, identificará qual é a melhor homeopatia para aquela pessoa. Os repertórios de homeopatia registram muitos sintomas desconhecidos pela alopatia.
As doenças crônicas na homeopatia são consideradas predisposições hereditárias a adoecimentos. Quando a pessoa possui doenças crônicas e incuráveis e que a medicina oficial apenas ajuda na manutenção, sem curá-la, ainda neste caso a homeopatia age, porém mais lentamente. A doença regride e a pessoa, cada vez mais, recupera a sua energia vital e sua vontade de viver, com capacidade de trabalhar e de autodeterminação.

segunda-feira

Pesquisadores brasileiros desenvolvem pomada contra o HPV


A novidade foi desenvolvida utilizando o extrato de um vegetal comum na flora do litoral brasileiro - o barbatimão. Os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV na Zona da Mata de Alagoas

O princípio ativo da pomada é extraído da casca do barbatimão, planta comum no litoral brasileiro
Uma pomada para a cura das verrugas genitais, um dos sintomas mais desconfortáveis do HPV - o papiloma vírus humano - acaba de ser desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). A pomada curou 100% dos pacientes submetidos ao tratamento da doença, no Hospital Universitário da Ufal.
O registro da patente já está em andamento no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi), e nos EUA, com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), através da Chamada Pública Pro-Inova, de apoio aos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs).
A novidade foi desenvolvida utilizando o extrato de um vegetal comum na flora do litoral brasileiro - o barbatimão. Segundo o professor Luiz Carlos Caetano, do Instituto de Química e Biotecnologia da universidade, os pesquisadores encontraram a solução para o tratamento do HPV na Zona da Mata de Alagoas.
“A pomada feita com o extrato das cascas do barbatimão mais comum na nossa região, deu o resultado mais eficaz no tratamento dos pacientes. Suas cascas têm coloração mais avermelhada do que as da planta encontrada na região Sudeste, por exemplo, e foi por ela que seguimos nossos estudos. Vale lembrar que as cascas do barbatimão são uma das mais comercializadas em feiras do mercado fitoterápico de Maceió, sendo utilizadas pela população como agente cicatrizante e anti-inflamatório”, acrescentou.
Durante cinco anos, 46 pacientes diagnosticados com alguns dos mais de 200 tipos do papiloma vírus foram acompanhados no hospital universitário. Todos eles passaram por um tratamento de dois meses, utilizando a pomada duas vezes por dia. O produto foi cedido aos voluntários pela equipe da pesquisa, financiada pelo Núcleo de Inovação Tecnológica da Pró-reitoria de Pesquisa e Pós-graduação (NIT/Propep) da universidade.
Há cerca de 15 anos desenvolvendo pesquisas químicas e biotecnológicas relacionadas ao barbatimão, o professor Luiz Carlos trabalhou na pesquisa em conjunto com o agrônomo Pedro Accioly, professor do Centro de Ciências Agrárias, e o biólogo Zenaldo Porfírio, docente do Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde, e revela que não imaginava alcançar o desenvolvimento de um produto de aplicação direta na área da saúde.
A parceria com o médico e professor Manoel Álvaro também auxiliou para a descoberta do medicamento. A substância de origem vegetal age na desidratação das células infectadas, que secam, descamam e desaparecem. “Quando o produto chegar ao mercado será um divisor de águas, porque vamos oferecer um tratamento sem efeito colateral e que já nos abre os caminhos para as pesquisas em pacientes de risco, no combate ao câncer de colo do útero. Esse é o próximo passo”, explicou Álvaro.
“Nós investimos em pesquisa e queremos o retorno para reinvestir em outros estudos científicos que beneficiam a população. Agora, estamos buscando parcerias com grandes laboratórios para comercializar o produto”, disse a coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica da Ufal, Sílvia Uchôa, ressaltando a satisfação do NIT em acreditar no potencial dos professores da instituição.
HPV
HPV é a sigla, em inglês, para papiloma vírus humano. Os HPV são vírus da família Papilomavirida e capazes de provocar lesões de pele ou mucosa. Na maior parte dos casos, as lesões têm crescimento limitado e habitualmente regridem espontaneamente.
Atualmente, existem mais de 100 tipos de HPV - alguns deles podendo causar câncer, principalmente no colo do útero e do ânus. O condiloma acuminado, conhecido também como verruga genital, crista de galo, figueira ou cavalo de crista, é uma DST causada pelo vírus. Entretanto, a infecção pelo HPV é muito comum e nem sempre resulta em câncer.
Ainda não se conhece o tempo em que o HPV pode permanecer sem sintomas e quais são os fatores responsáveis pelo desenvolvimento de lesões. Por esse motivo, é recomendável procurar serviços de saúde para consultas periodicamente. O exame de prevenção do câncer ginecológico, o Papanicolau, pode detectar alterações precoces no colo do útero e deve ser feita de rotina por todas as mulheres.
A principal forma de transmissão do vírus é pela via sexual. Para ocorrer o contágio, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas. Mas, quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O vírus também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.
Vacina
Foram desenvolvidas duas vacinas que previnem contra a infecção por HPV mais presentes no câncer de colo do útero, porém, o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas.
Uma dessas vacinas é a quadrivalente, ou seja, previne contra quatro tipos de HPV: o 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero, e o 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos de HPV 16 e 18.
Deve ficar claro que a adoção da vacina não substituirá a realização regular do exame Papanicolaou. Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema e um momento importante para avaliar se há existência de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Fonte: